SÓ NAS TETAS
Uma matéria divulgada hoje o Jornal Diário Catarinense colocou a
público a relação completa do pessoal que ganha – e ganham muito bem – como assessores
parlamentares de senadores e deputados federais. Uns ganham residindo
parcialmente em Brasília, outros na suas cidades de origem. Esses últimos não
trabalham. Simplesmente recebem seu contracheque mensalmente em suas contas
bancárias, sem precisarem nem conhecer Brasília. De São Miguel do Oeste há dois
na lista: o ex-secretário regional João Carlos Grando, que ganha a bagatela de
R$ 17.154,00 como assessor do senador Casildo Maldaner, e o jornalista Ivan
Ansolin, que recebe R$ 4.288,00 também do gabinete de Casildo Maldaner. Depois
perguntam por que o brasileiro gosta tanto de teta. Para quem quiser ver a lista, acesse
http://www.clicrbs.com.br/pdf/15444953.pdf
Caro Edson,
ResponderExcluirInformado da nota em tela, entendo ser pertinente oferecer um contraponto ao pensamento do nobre colunista. Quanto a publicação dos meus vencimentos nada tenho a considerar. Trata-se de legislação aprovada inclusive pelo Senador Casildo Maldaner. No entanto, associar os valores dignamente recebidos pela minha pessoa a uma "teta" generaliza. Graças a minha formação(obtida em escola pública com muita luta e dificuldade), bem como minha experiência profissional, recebo constantemente propostas de trabalho de outros segmentos. O que me faz continuar nessa luta, distante da família, carregada de viagens e deslocamentos é um projeto para auxiliar o desenvolvimento regional. E acredito que cumpro meu papel: basta conferir as conquistas e o volume de recursos federais destinados por nosso Gabinete à região oeste.
Nesse mesmo diapasão, penso que o nobre jornalista deveria divulgar os nomes daqueles que são ou foram até pouco tempo assessores dos nossos deputados estaduais . Esta lá no Portal da Assembleia Legislativa: conforme o mês a ser pesquisado podemos ter algumas surpresas.
Ademais, ontem, o Senado Federal aprovou um Projeto de Resolução que exige Ficha Limpa para os funcionários comissionados do Senado Federal. Que bom.
Por fim, tenha cuidado, esse raciocínio simplista pode levar a dedução que quem faz jornal, alicerçado em grande parte por verbas oficiais(municipal, estadual e ou federal) mama em uma boa "teta".
Forte abraço, conte comigo e como bom profissional que és , tenho certeza, destinarás ao meu comentário o mesmo espaço de tua apreciação na coluna.