sexta-feira, 12 de julho de 2013

No Alvo, 12 de julho de 2013

ESPIONAGEM I
Desde quando Moisés enviou 12 espiões para levantar informações sobre a terra de Canaã, a qual pretendia invadir e dominar depois de 40 anos no deserto conduzindo o povo judeu à terra prometida, o ato de espionar países alheios se tornou uma prática corrente de governos das superpotências. Conta a Bíblia que Moisés enviou 12 espiões, dizendo-lhes: “Descubram quanta gente mora lá e quão fortes são. Vejam se o solo é bom para a lavoura e tragam de volta alguns dos frutos”. O que o líder judeu queria era saber se valia a pena invadir aquele País e se seria moleza derrotar o exército inimigo.

ESPIONAGEM II
A historinha do Velho Testamento acima, com as devidas adaptações, serve para analisar essa paranóia que virou os supostos atos de espionagem virtual pelo governo americano de Barack Obama em países da América Latina, incluindo o Brasil. Foi um escândalo. A presidente Dilma Rousseff está berrando aos quatro ventos, exalando indignação. Como se isso fosse novidade. Estados Unidos, Rússia, China e Japão, as quatro maiores potências econômicas e militares do planeta, vivem se espionando. Estados Unidos e a antiga União Soviética fizeram isso mutuamente por mais de três décadas durante a chamada Guerra Fria. Os dois também espionaram o Brasil no início da década de 60. A Rússia para tentar instalar aqui um braço do comunismo, e os Estados Unidos para impedir isso, apoiando e dando viabilidade para o golpe militar de 1964.

ESPIONAGEM III
Sobre o escândalo divulgado ao mundo pelos documentos secretos vazados por Edward Snowden, ex-técnico da agência de segurança nacional americana e inimigo público nº 1 dos Estados Unidos, só tenho uma coisa a dizer: Tô nem aí. Se o Obama quiser xeretar no meu Facebook ou no meu correio eletrônico, fique à vontade. Quanto aos segredos militares do Brasil, o máximo que os americanos vão descobrir é que os aviões da nossa valorosa Força Aérea Brasileira não são para garantir a segurança nacional, mas sim para nossos políticos passearem com a família.

MÉDICOS I
Outra polêmica inútil no Brasil atualmente é sobre as pretensões do governo de importar médicos estrangeiros, incluindo de Cuba. Porque os médicos brasileiros estão morrendo de medo disso? A origem do problema está no modelo de formação dos profissionais médicos no Brasil. Anualmente formam-se 13 mil médicos, distribuídos pelas 200 faculdades de medicina, das quais 58% são privadas.

MÉDICOS II
Por outro lado, as universidades públicas estão formando médicos para o mercado privado, descumprindo sua função social, já que o aproveitamento no serviço público dos egressos das universidades públicas não alcança 50% de ingresso no SUS. Isso é inadmissível. O custo de formação de um acadêmico de medicina na universidade pública pode chegar a R$ 790 mil reais para o erário.

MÉDICOS III
Atualmente, o Brasil tem 1,8 médicos por mil habitantes, quando a média razoável é de 2,7 por mil. O País tem hoje em torno de 371.788 médicos atuando. Se estivessem bem distribuídos, teríamos a confortável proporção de 500 pessoas por médico. Mas isso não acontece, pois 55% atuam na medicina privada e 70% concentram-se nas regiões Sul e Sudeste, a grande maioria está nas capitais. É preciso dizer mais?

LIGAÇÕES PERIGOSAS
Não demorou muito para que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, tivesse algumas particularidades reveladas pela imprensa. Felipe Barbosa, filho do presidente do STF, é o novo contratado da TV Globo como produtor do Programa Caldeirão do Huck, cujo apresentador, Luciano Huck, é filho de Hermes Marcelo Huck, um dos mais conceituados e famosos advogados do Rio de Janeiro, que defende a Globo em diversos processos, dos quais alguns acabam chegando ao STF. Dia desses, Joaquim Barbosa foi fotografado no camarote de Luciano Huck e de sua mulher Angélica, num badalado evento carioca, onde também estava Hermes Marcelo Huck. Uma bela coincidência, não?

CAMPEONATO
Acho muito interessante essa briga entre petistas e tucanos pelas redes sociais. Um tucano faz um post criticando a corrupção do governo Lula. Em seguida, um petista posta barbaridades do governo de Fernando Henrique Cardoso. Quer dizer, virou campeonato para saber quem foi o mais corrupto, quando o ideal seria uma guerra para provar que um ou outro governo não teve corrupção. Graças a Deus, não tenho partido.

DA SÉRIE O QUE ME IRRITA

Continuando a subsérie “O buraco nosso de cada dia”, todo dia me irrito com um buracão na rua de calçamento que uso diariamente para vir e ir do trabalho. É bem onde desemboca uma ruazinha estreita que passa em frente ao atacado Camargo Center e vai dar na frente da casa do Magrão, das Lojas Magrão, na Rua Guanabara. Ali tem uma cratera, fruto do deslocamento de umas quatro pedras do calçamento. E lá se vão alguns meses. Será que alguém pode consertar aquilo, pelo amor de Deus? Meu carro agradece.

Nota do colunista: Coincidências existem. A minha coluna já estava pronta e qual não foi minha surpresa quando passei no início da tarde de ontem, quinta-feira, e vi o buracão fechado, embora meio nas cochas. Chamo atenção, porém, que a Rua Guanabara está com esse tipo de problema em vários pontos por causa do deslocamento das pedras.
  

DA SÉRIE BOBAGENS DO FACEBOOK















PARA PENSAR NO BANHEIRO 


“O Eike Batista perdeu 92% da fortuna e continua bilionário. Se eu perder 8% da minha, sobram 19 reais”.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário