quarta-feira, 31 de julho de 2013

FALTA OU NÃO?

FALTA OU NÃO?

Uma matéria do telejornal SBT Brasil flagrou alguns médicos da maternidade pública Leonor Mendes de Barros, na zona leste de São Paulo, passando diariamente no hospital apenas para marcar o ponto. Eles foram flagrados entrando pela porta de funcionários e saindo em seguida, após bater o ponto e não prestar qualquer atendimento. A movimentação toda não dura mais do que 15 minutos. Este é apenas um pequeno exemplo do caos da saúde pública no País e a profunda contradição entre o Programa Mais Médicos, proposto pelo governo federal, e a reação violenta da classe médica na ânsia de barrar as intenções de ampliar o número de profissionais disponíveis com, inclusive, contratação de estrangeiros. Em todos os estados, os médicos entraram em greve esta semana para protestar contra as intenções do governo. Quer dizer, se tava ruim, ficou pior.


FALTA OU NÃO? II

        Na semana passada, fui a Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, visitar um irmão que está inválido em função de uma provável esclerose múltipla. Digo provável porque até agora a família não conseguiu um diagnóstico. Há necessidade de uma consulta com neurologista e exame de ressonância magnética, mas, ao tentarmos marcar, mesmo pagando, só havia uma vaga para consulta para o mês de outubro. Isso porque há somente dois neurologistas na cidade para uma população de 70 mil habitantes, a mesma realidade em cidades vizinhas. Se pagando está assim, imagina pelo SUS. 

FALTA OU NÃO? III

       A classe médica, através de seu sindicato, sustenta que não há falta de profissionais, mas, sim, de estrutura na saúde pública. Se não há falta, onde estão? No interior é que não. Prefeituras da região, cujos municípios não arrecadam mais que R$ 300 mil por mês, oferecem um salário de até R$ 22 mil por um médico para trabalhar duas ou três horas por dia, mas, mesmo assim, não conseguem. Se aqui nesta região, favorecida em todos os aspectos, está assim, como deve ser no Norte e Nordeste? Sou a favor do Programa Mais Médicos e mesmo da importação de profissionais. Saúde não pode ser encarada apenas como um comércio e médico tem, sim, responsabilidade social.

A VELHA PRÁTICA


     O Congresso reinicia os trabalhos na próxima semana e reserva dias de tensão para o Planalto. No centro das preocupações está a apreciação de vetos presidenciais. A presidente Dilma Rousseff montou uma operação para tentar reduzir os riscos de derrota em votações prometidas para agosto, às vésperas da retomada dos trabalhos no Congresso, e com sua base parlamentar rebelada. Para acalmar os ânimos, Dilma resolveu mexer no “bolso”. Em reunião com 10 ministros e assessores no Palácio da Alvorada, ela autorizou a liberação de R$ 2 bilhões em emendas feitas por deputados e senadores ao Orçamento da União. É a velha prática do “toma-lá-dá-cá”. A Dilma teve, de novo, que abaixar as calcinhas para o Congresso, mas quem leva na rabiola somos nós. 

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